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MELHORAMENTO DOS ANIMAIS DA CRIAÇÃO

Por James Schwenke, Vice-presidente, Houston & Gulf Coast Chinchilla Breeders Club da filial do Texas. Publicado na revista Empress Chinchilla Breeder de agosto/2002, Vol.58, nr.08.

 

O Houston & Gulf Coast Chinchilla Breeders Club da filial do Texas planejou para o ano de 1957-58 um programa educacional destinado a auxiliar os membros em criar melhores animais e colocar melhores peles no mercado. Uma das partes mais demoradas do programa do ano começou em março passado quando nós nos atracamos com a teoria “Princípios Básicos de Criação para Melhoramento do Rebanho” de S.W. Pangborn (uma brochura sobre a criação de chinchilas publicada pela NCBA). O clube gastou abril e maio fazendo aplicações práticas destes princípios sobre animais de amostra.

O interesse neste projeto foi surpreendente. Membros regulares e alguns criadores que nós não tínhamos visto em meses fizeram um empenho de 100% para analisar os animais por cor, densidade, textura, cobertura do véu, terminação (finish) e tamanho. Nós investigamos por características ligadas, características dominantes e recessivas em cor e tamanho e características acumulativas em banda e cobertura do véu. A última fase foi selecionar as melhores matrizes e estabelecer no papel uma família, compensando as características fracas e fortes dos vários animais.

O ano foi de um progresso genuíno. Novos membros foram incluídos e treinados para julgar qualidade. Membros antigos aprenderam o essencial de melhoramento de rebanho e como usar, com sucesso, as famílias poligâmicas, e todos adquiriram confiança em si próprio com um melhor conhecimento do mercado e condições gerais dentro da indústria.

 

ESBOÇO DOS PRINCÍPIOS

O primeiro passo neste programa de melhoramento foi a preparação de um esboço dos “Princípios Básicos de Criação para Melhoramento dos Animais”, com um exercício para o uso prático de análise dos animais e princípios de criação. Como um guia para outros grupos que desejarem usar nosso programa completo, seguindo nosso esboço, que varia levemente do texto original para atender as necessidades de nosso clube.

 

PRINCÍPIOS BÁSICOS DE CRIAÇÃO

I. Características Ligadas: Duas ou mais características que são usualmente encontradas unidas. Quando você vê uma você encontra a outra.

 

A. Um animal grande, maciço, com boa conformação, freqüentemente também tem uma boa densidade mas geralmente tem uma tendência de ser lanoso e impuro (off-color).

B. Animais de cabeça alongada, corpo semelhante a ratos com o dorso estreito, alongado, e curvado como as costas de um camelo, são geralmente deficientes no pêlo e necessitam de densidade e boa elasticidade de pêlo, mas eles também tem uma excelente sedosidade e raramente tem pêlos lanosos. Eles normalmente tem boa cor.

Acasale animal "A" com animal "B" para manter o tamanho e densidade e para eliminar lanosidade e impureza de cor.

 

II. Características Dominantes e Recessivas: alguns genes tem mais "força" do que outros. Eles tem em efeito sobre a descendência que ocultam o efeito do outro gene. Nós nos referimos a este gene "forte" como DOMINANTE, e o "fraco" como RECESSIVO.

A. Cor:

 

1. O gene que carrega as características para uma banda de matiz tingido, cor de fundo impura e véu avermelhado, as características da impureza de cor, é dominante.

2. O gene que carrega as características para a cor de fundo cinza-azulada, banda clara e véu azulado, as características da pureza de cor, é recessivo.

Se um dos pais é puro e o outro impuro, o descendente será provavelmente impuro mas ele irá carregar o gene recessivo para pureza. Cruze os descendentes com um animal puro, e metade dos seus descendentes serão puros.

B. Tamanho e Conformação:

 

1. Tamanho grande e boa conformação são, em grande  proporção, dominantes.

2. Tamanho pequeno e má conformação são recessivas.

Cruze animais pequenos com animais grandes e taurinos. A maioria dos filhotes irá desenvolverá melhor tamanho e conformação que o ancestral pequeno.

 

III. Características acumulativas: características que acumulam em intensidade.

A. Largura da banda:

 

1. Se dois animais, ambos tendo uma largura da banda melhor do que a média, forem cruzados, os seus filhotes irão ter uma banda mais larga ainda. Dois animais claros irão produzir um ainda mais claro; descendentes podem apresentar uma aparência desbotada.

 

a. Animais com banda larga, ancas abertas e pouca cobertura de véu devem ser cruzados com animais fortes em cobertura de véu e com uma banda mais estreita.

B. Véu:

 

1. Se são cruzados dois animais que tem uma banda mais estreita que a média, escuros com pouca ou nenhuma banda no pescoço, o véu irá acumular, a banda tenderá a desaparecer e os descendentes podem ter um aparência muito escura e engordurada.

 

a. Cruze animais para produzir no meio-termo em cor que estão obtendo preços maiores como peles. (observação do tradutor: este artigo foi escrito no final da década de 50, portanto esta orientação valia para a época em que foi escrito e não vale para os dias atuais)

 

PREPARANDO A SUA CRIAÇÃO

I. Determine o grau de qualidade das várias chinchilas em seu rebanho por comparação:

 

A. Prepare dois cavaletes com uma prancha sobre eles no lado norte do edifício fora da luz do sol num dia claro. (observação do tradutor: este artigo foi escrito no final da década de 50, portanto esta orientação valia para a época em que foi escrito. Hoje, usar uma mesa de avaliação)

B. Use tantas gaiolas de avaliação quantas você puder de forma que você possa comparar vários animais por vez.

C. Julgue cada animal por cor, densidade, cobertura do véu, textura, terminação e tamanho.

D. Use uma tabela de cores para registrar o quanto cada característica é boa.

 

Amarelo para "fraco" : não negociável
Vermelho para "razoável": negociável
Azul para "bom": qualidade superior para cruzamento.

E. Faça uma coluna "Observação" - especialmente importante. Registre as qualidades de excepcionalmente alta qualidade ou as de excepcionalmente baixa qualidade. (felpudo - sedoso - brilhante e azul - extra largo - pescoço fraco - lanoso - redemoinho.) Lembre-se, são as características finas dos animais que podem ser desenvolvidas  para produzir uma chinchila de excepcional qualidade quando concentradas corretamente.

 

II. Analise os resultados

 

A. Faça uma lista dos melhores machos. Devido a cor ser recessiva, (nota do tradutor: creio que esteja se referindo a pureza de cor. Texto original: "due to color being recessive") escolha primeiro todos os machos que são bons in cor. Então considere sua densidade, cobertura do véu, textura, terminação e tamanho. Somente escolha um macho de cor mediana para esta lista quando este macho tiver outras qualidades excepcionalmente finas de que você necessita

B. Relacione o grupo de machos medianos e o grupo dos piores da mesma maneira.

C. Relacione as melhores, as medianas e as piores fêmeas da criação.

 

III. Estabeleça o programa de peles e de refugos imediatamente:

 

A. Refugue todos os machos inferiores que não possam ser comercializados como peles. Eles não podem fazer nada além de piorar a qualidade de sua criação se você os usar.

B. Esfole os machos que sejam medianos na maioria das características. Se um macho mediano é usado com uma fêmea deficiente em uma característica, há a possibilidade de que ele não será forte o suficiente para trazer os descendentes até um nível de qualidade comercializável.

C. Refugue ou esfole as fêmeas que sejam as mais inferiores se você tiver qualquer quantidade que esteja em sua análise como boa ou mediana. Não mantenha uma quantidade de fêmeas inferiores apenas para ter uma quantidade de animais porque as piores são aquelas que estão lhe custando dinheiro.

 

REGRAS BÁSICAS

 

I. Sempre tente produzir filhotes que sejam superiores a suas fêmeas.

 

A. Se cada filhote nascido for melhor que a fêmea que o produziu, sua criação irá melhorar consideravelmente. Quando você atingir o número de fêmeas que você planejou criar, comece a esfolar 20% das matrizes a cada ano. 

 

II. Sempre cruze fêmeas com machos que sejam tão puros ou mais puros que as mesmas.

 

A. Clareza e pureza devem ser guardadas de perto porque elas são características recessivas.

B. Ao cruzar uma fêmea que é forte em algumas características mas fraca em outras, cruze-a com um macho que é forte nas características que ela é deficiente, mas certifique-se de que ele seja tão puro ou mais puro do que ela seja.

 

1. O resultado serão filhotes que, como regra, serão melhores do que sua fêmea. Você então cruzará estes filhotes melhores e os ocasionais excepcionais da mesma maneira. Uma melhora de qualidade tremenda é normalmente obtida após somente três ou quatro gerações.

 

III. Tente não usar fêmeas que sejam inferiores em qualquer característica.

 

A. Se você usar uma fêmea com uma característica inferior, prepare-se para refugar alguns dos filhotes que irão herdar algumas destas características, mesmo que um macho de qualidade excepcional seja usado.

 

IV. Não mantenha uma criação em que os reprodutores não tenham, eles mesmos, qualidades suficientes para serem comercializados como peles.

 

A. Mesmo um macho topo de linha pode produzir filhotes, de uma fêmea de qualidade inferior, que podem estar beirando o limite estabelecido como pele comercializável e seus irmãos ou irmãs podem ser de qualidade rejeitável.

B. Se tudo o que você tem para começar é este tipo, então tudo o que você pode fazer é criá-los e quando os filhotes nascerem, esfole os piores e mantenha os melhores, cruzando-os com os melhores machos disponíveis.

 

A tradução do exercício prático será publicada na próxima edição.

 

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