PUREZA
DE COR
Matéria publicada no suplemento técnico
do boletim da Asbrachila – nr.6 (janeiro, fevereiro e março de 2001)
de autoria de ROGÉRIO OLIVEIRA – Méd. Veterinário.
Uma
das características mais importantes na valorização de uma pele de chinchila
é a sua pureza de cor. Entende-se como puras de cor aquelas peles que
são cinzas claras ou cinzas escuras no lombo e brancas na área da barriga.
Naturalmente,
as mutações terão as suas cores específicas. O importante é que a pele
não apresente outros tipos de coloração, tais como: manchas amarelas,
marrons ou avermelhadas, sendo que a quantidade maior ou menor destes
pigmentos irão determinas a depreciação no seu preço final.
Existem
várias formas de impurezas, algumas são genéticas, enquanto outras são
adquiridas. As genéticas quase sempre estão ligadas a dois pontos: marrom
ou avermelhado nas peles de animais que carregam em sue genótipo algum
cruzamento com mutações, como são os casos dos animais cinzas (standard)
portadores de charcoal ou ebony. O outro ponto está no fato da chinchila
selvagem possuir,geneticamente, uma coloração amarelada na área da barriga
para efeitos de mimetismo. Por isto, se o criador não utilizar no cruzamento
animais com barriga branca, a tendência da prole será sempre voltar
as origens, ficando assim com a barriga amarelada.
Porém,
as grandes perdas dos criadores no quesito pureza estão ligadas ao manejo.
A falta de ventilação, a superpopulação dentro dos criatórios, a pouca
oferta de banho de pó aos animais, a falta de manutenção das gaiolas
e a má higiene são fatores decisivos nas manchas provocadas pela oxidação
nas peles, determinando assim a impureza de cor com conseqüente queda
nos preços.
Portanto,
cabe ao criador tomar todas as medidas preventivas de higiene para que
não tenhamos tantas peles brasileiras sem pureza de cor como podemos
notar na última venda pública realizada no nosso país. Junto com a falta
de tamanho e com os erros de abate, a impureza está em uma das principais
causas de desvalorização das peles de chinchila atualmente.
ROGÉRIO
OLIVEIRA – Méd. Veterinário