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CAPÍTULO VII
A chinchila é um animal bastante rústico e são raros os registros de alguma praga ou surto de doenças que se tenham alastrado em alguma criação.
Em alguns criatórios tem sido constada a presença de giardia. Como este parasita é muito difícil de ser identificado - somente através de exame laboratorial de fezes retiradas do animal - sugerimos que seja feito um tratamento preventivo em toda a criação, duas vezes por ano, com Flagyl 250 mg. Trituram-se os comprimidos que são adicionados ao suplemento alimentar (vide capítulo V) a base de 8 para cada quilograma. O tratamento é feito durante 24 dias, a saber:
O problema mais visível numa criação é a instalação de fungos. Inicia-se, normalmente, nas regiões mais úmidas - olhos, focinho ou proximidades dos órgãos genitais. Se não for tratado imediatamente poderá se alastrar por toda a criação, botando a perder todo um lote de animais, prejudicando a parte mais valiosa que almejamos - o pelo. Seu tratamento é bastante simples, bastando que se aplique no local afetado, durante três dias consecutivos, um dos seguintes medicamentos: Nizoral, Tralem, Canestem ou Lamisil - podendo ser pomada, pó ou spray. Na região próxima dos olhos recomenda-se o uso de pomada para não feri-los, além de aplicar um colírio oftalmológico para evitar que haja uma infecção ocular.
Quando os fungo for atacado logo em seu começo o mal poderá ser extirpado em pouco tempo, porém, se não forem tomados os devidos cuidados a praga poderá se alastrar rapidamente. Neste caso, é preciso que se tome atitudes mais drásticas. Recomenda-se triturar 6 comprimidos de Nizoral para cada quilograma de suplemento, que deverá ser fornecido durante vinte dias aos animais afetados. Examiná-los após um descanso de sete dias e se ainda persistir algum sintoma repetir a dosagem, porém, é necessário ter muito cuidado pois este tratamento poderá afetar o fígado dos animais.
É preciso ficar atento ao examinar os animais com fungo, para não confundi-lo com tricofagia (ingestão de pêlos) causada por estresse (superlotação, deficiência alimentar, etc.) ou herança genética. Esta última se manifesta, normalmente, por volta dos sete meses de idade, devendo-se neste caso eliminar o animal da criação. A tricofagia por deficiência alimentar se manifesta, geralmente, em fêmeas em lactação e sua cura quase sempre pode ser obtida através do acréscimo na dosagem diária de alfafa.
Todos os medicamentos até aqui mencionados são de uso humano e encontráveis em qualquer farmácia.
A diarréia é bastante comum que apareça na criação e pode ser detectada facilmente. No caso das fêmeas em reprodução poderá ser observada pelas fezes moles que ficam coladas na base de madeira do banho automático e no caso dos machos na base do corredor.
Para o tratamento é suficiente que se dê por alguns dias pão torrado ao animal afetado. Alguns criadores tem substituído as torradas por algumas folhas de goiabeira, porém, é prudente não exagerar na dose.
Recentemente, tem se manifestado em algumas criações a infecção intestinal. A causa é geralmente de origem alimentar, porém, muitas vezes não se consegue identificá-la especificamente. Pode ser notada quando o animal deixa de comer e beber, vindo a definhar rapidamente até chegar à morte.
Quando se tratar de um caso isolado não é necessário tomar maiores precauções, porém, se o fato se tornar repetitivo é urgente que se aplique uma medicação a todo o plantel para que sejam evitados maiores prejuízos.
O mal pode ser identificado através das vísceras do animal morto, que se apresentam bastante entumecidas (estômago e intestinos).
O tratamento indicado é a aplicação de "Vetococ" na água durante 5 (cinco) dias à razão de um envelope para cada dois litros.
ATENÇÃO: Caso o tratamento indicado não produza os efeitos almejados ou
o animal apresente algum sintoma diferente não exite em procurar de imediato o auxílio
de um veterinário, preferencialmente, com experiência no ramo.
Última atualização: 29 novembro 2001
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