Especialização, a saída para vender maisAbrir uma empresa especializada em exportação foi a saída que o
empresário Andress Weber do Canto encontrou para direcionar o trabalho da Unichilla Importação e Exportação de Chinchilas Ltda. A empresa
se dedica à produção de peles de chinchilas apenas para atender ao mercado externo.
"Nos dedicando apenas à exportação, temos como preparar melhor o produto",
afirma.
Escolher o negócio certo e investir boa parte de suas
reservas numa possibilidade de sucesso não é uma decisão muito fácil. Esta foi a
opção do empresário Andress Weber do Canto quando escolheu o comércio de peles de
chinchila, um animal de pequeno porte muito parecido com um esquilo. Uma escolha difícil,
mas segundo ele, acertada. "Pesquisamos outros tipos de negócios, mas a venda de
peles, em especial a da chinchila, nos chamou a atenção por ser de baixo investimento e
ter alta demanda tanto no mercado interno quanto no externo", diz.
Em 1994, Andress do Canto e mais dois sócios compraram os
primeiros cem animais, que começaram a criar com um tratamento especial, que ia desde uma
boa alimentação até o manejo para o abate. Isso tudo para atender especificamente o
mercado externo.
A primeira exportação aconteceu para o Canadá por
intermédio de uma associação com cem criadores de chinchilas. Sempre com apoio da
associação, a empresa também já exportou para a Itália e para a Argentina e obteve um
contato mais estreito com uma empresa norte-americana que realiza todo o tratamento e
acabamento da pele, que vai direto para o comprador no Canadá. "Fazendo o curtimento
da pele nos EUA, o produto é avaliado por um preço bem mais elevado que o praticado no
Brasil, além de já estar na rota para o destino final", conta.
Andress do Canto revela que para manter o padrão de
qualidade elevado é preciso redobrar os cuidados com a conservação da pele, em
relação à temperatura, à ventilação, à quantidade de amônia que pode ser liberada
pelo animal desde a captura até o abate. "Não adianta produzirmos de 20 a 30 mil
peles por ano se não pudermos cuidar cada uma individualmente", diz.
De acordo com o empresário, atuar no mercado externo com
intermédio de terceiros muitas vezes é prejudicial. Ele explica que pela associação os
preços são inferiores aos praticados sem a intermediação.
Foi por isso que no ano passado o empresário e seus dois
sócios resolveram investir em pesquisa de mercado para saber como exportar peles sem
precisar de intermediários. Depois de um ano de investigação, resolveram abrir uma
empresa especializada em exportação de peles. Só neste primeiro semestre, a fábrica
já fez duas exportações para o Canadá. Para isso, a Unichillas aumentou a criação
para 800 animais.
A meta para este primeiro ano de atuação no mercado externo
por conta própria é de comercializar 500 peles de chinchila, com a expectativa de
faturamento da ordem de US$ 16 mil. "Trabalhamos com um planejamento de aumentar a
produção para mil, em 2000, e passando para 1,5 mil por ano, a partir de 2001",
afirma.
Além disso, a participação em feiras internacionais e o
contato permanente com informações sobre o manejo do animal e sobre o mercado em
relação à demanda e a cotações da pele em outros países é uma maneira de manter a
alta produtividade e a relação com outros clientes. |