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| TRICOFAGIA OU COME-PÊLO O texto a seguir integra o artigo "Fur Chew - A Research Study", de autoria de Maxine Lynch, Co-chair Research & Education e foi publicado na edição de Julho de 2000 do boletim da Empress Chinchilla Breeder Vol.56 Nr.07. A tradução é de Adilson C.G.Mendes. Agradecemos a sua compreensão caso encontre algum erro de tradução e agradeceríamos se nos informassem para que possamos corrigi-los.
Através dos anos uma tremenda quantidade de atenção tem sido data a tricofagia. E, com boa razão, um animal com o pelo mastigado nos afeta rapidamente e diretamente em nosso bolso. Tem sido feitas algumas pesquisas e tem havido uma grande quantidade de material impresso sobre as teorias sobre porque os animais roem os seus pelos. Este relatório é minha tentativa de peneirar dúzias de artigos que eu tenho encontrado sobre tricofagia, condensar a informação e apresentar algo a vocês que seja claro e conciso. Tricofagia, ou alopecia, como os pesquisadores a chamam, varia de animal para animal. Alguns animais podem dar uma "bicada" na ponta do pêlo em uma pequena área de seu corpo. Outros animais podem "tosquiar" o pêlo inteiro até a pele por todo o corpo, deixando uma "juba" em volta de sua cabeça onde eles não podem alcançar. Um animal é considerado com tricofagia se estiver nestas pontas do espectro ou em qualquer ponto entre elas. Alguns textos indicariam que a tricofagia nas chinchilas foi reconhecida como um problema deste meados de 1930. Certamente, por volta de 1938, quando a Nacional Chinchilla Breeders Association (Associação Nacional de Criadores de Chinchila) foi fundada, tricofagia era um problema reconhecido. Tanto que a NCBA dedicou fundos paro o estudo do problema. O que tem sido feito? Em 1947 a NCBA trabalhou in conjunto com a Faculdade Estadual de Michigan num projeto de pesquisa. Durante os anos 50 várias doações para pesquisas foram feitas a universidades para a condução de pesquisas. A Universidade de Wisconsin, a Faculdade Estadual de Washington, Departamento de Psicologia, Instituto Politécnico da Virgínia e a Universidade de Massachuttes foram apenas alguns destas universidades. NCBA desejava que diferentes teorias fossem testadas. A Universidade de Massachuttes foi designada a tarefa de pesquisar sobre parasitas como uma das possíveis causas. A Faculdade Estadual de Washington estudou sobre estresse e psicologia como uma das possíveis causas da tricofagia. A Faculdade Estadual de Michigan foi para estudar causa e prevenção. O Institudo Politécnico da Virgínia estudou a absorção amino ácidos como causa. A Universidade Estadual do Kansas, Departamento de Patologia, estudou a pele e a haste do pêlo para determinar se havia um fator externo, parasitário ou não, que pudesse ser uma causa. Outras pesquisas tem sido feitas na Estação Americana Experimental de Coelhos em Fontana, Califórnia, para indicar se pudesse ser a comida. O laboratório Brenan de Pesquisas Biológicas e Médicas relataram que eles acham que um mal funcionamento do fígado era a causa. Ao mesmo tempo, outras pessoas também estavam pesquisando. O Dr. A.H.Kennedy, da Faculdade de Veterinária de Ontário, tinha informações que sugeriam que rações com altos níveis de proteína (20-28%) poderiam induzir a tricofagia e pelos mais fracos. O Dr. Frank C.Green, M.D. escreveu que ele acreditava que animais com tricofagia eram "mentalmente doentes", eles entravam em um estado de fatigação e exaustão por causa de sua neurose de ansiedade. Dr. Koch também estudou tricofagia mas sem nenhum resultado conclusivo. Dr.Fredrick B. Hutt and Helmut Kraft relataram que poderia haver uma ligação genética similar ao que acontece com galinhas que bicam suas penas. Nas galinhas há provas de que as bicadoras de penas tem uma mudança no sistema endócrino dentro do cérebro. Há uma mudança no córtex suprarenal e porções da medula suprarenal do cérebro. Os resultados dos estudos de animais afetados revelaram a suprarenal como uma gordurosa degeneração, com calcificação "dystropic" (termo não encontrado no dicionário a ser traduzido posteriormente). O que todos estes estudos significam. Com todos estes estudos sendo feitos e o dinheiro que foi gasto alguém poderia pensar que nós teríamos a solução para a tricofagia. Bem, nós não temos mas nós sabemos algumas coisas que nós não sabíamos antes. Tenha em mente, enquanto você lê as descobertas, que muitas das pesquisas sugeriam que mais estudos fossem feitos, algumas das descobertas foram inconclusivas, e a maioria das teorias não foram continuadas e testadas por laboratórios independentes adicionais que as provassem. Aqui está a lista das descobertas:
Foi relatado no BLUE BOOK of Fur Farming (Livro Azul das Fazendas de Peles) que animais como mink e ovelhas que mascaram suas peles/lã, danificam a pele num grau que a área do pêlo nunca atinge o prime mesmo se você for capaz de parar a tricofagia e obter uma pele. Durante 1992 o Dr, Eidmann conduziu um estudo mostrando que chinchilas que comeram seus pêlos mostraram, clinicamente, sinais de mau nutrição. Isto é, o estado de seus fígados indicaram que elas não estavam absorvendo, apropriadamente, suas comidas. O Dr. Eidmann também indicou fungos como uma possível causa para a tricofagia. Ele indicou que mais estudos eram necessários para determinar se estresse era um fator e, caso fosse, se antidepressivos como o Prozac seriam efetivos com as chinchilas como eles tem sido em outras espécies de animais como cachorros. O Prozac tem sido extremamente efetivo no controle do morde-rabo, perseguição ao rabo e lamber granulomas nos caninos. Com o aumento de pessoas interessadas em chinchilas a teoria do Prozac pode ainda ser provada como efetiva. Enquanto pouca ou nenhuma destas informações seja nova, é minha esperança ter pelo menos estimulado alguns pensamentos e talvez fazer com que tente uma experiência em seu rancho. Se você testar animais com tricofagia nos informe se os resultados foram bons ou ruins. Referencias:
Última atualização: 01 setembro 2001 |