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| PERDAS NO ABATE O texto a seguir integra o artigo "Perdas no Abate", de autoria de Rogério Gutierrez Oliveira e foi publicado no boletim informativo da Asbrachila - outubro, novembro e dezembro de 2000. Agradecemos a sua compreensão caso encontre algum erro e agradeceríamos se nos informassem para que possamos corrigi-los.
Todos sabemos o quanto é difícil a produção de animais geneticamente superiores e também o grau de aprendizado necessário para abatermos os animais na fase certa de maturação. Portanto, é difícil de aceitar que os nossos criadores percam tanto na avaliação das peles por problemas relacionados com a última etapa, que é a esfola. A esfola vai desde a captura do animal de dentro da gaiola, até o estaqueamento da sua pele. O primeiro passo, seria o de pegar o animal com o maior cuidado possível, evitando assim o stress e a consequente perda de tufos. Para isto, o criador deve retirar ou baixar o banho nesta hora. Depois, ao praticar o desnucamento, deve-se ter atenção para não pegarmos o animal pelo pescoço, e sim pela cabeça. No momento do abate é fundamental que tenhamos ângulo entre a mão que está segurando a cauda do animal, e, a que segura a cabeça do mesmo. Durante o processo de esfola propriamente dito, alguns dados não podem ser negligenciados, tais como:
Todos sabemos que os criadores que estão abatendo os seus primeiros animais podem ter dificuldades na hora da esfola, porém a grande quantidade de problemas nesta última venda nos trás algumas conclusões: primeiro, fica evidente, inclusive na cotação das peles, que aqueles criadores que são assistidos tecnicamente, tem um número de erros e defeitos muito inferior na hora do abate do que os que não o são. Os criadores que estão ligados as associações realmente representativas do brasil também levam vantagens neste aspecto. Outro ítem, seria a necessidade dos criadores novos procurarem se aperfeiçoar no abate e, que alguns criadores mais experientes façam uma auto-crítica no sentido de buscarem estar sempre se aperfeiçoando na busca de uma técnica melhor, lembrando sempre que este é um trabalho artezanal, portanto exige atenção permanente. Espero que todos tomem consciência deste problema e, procurem o mais rápido possível solucioná-lo.
Rogério Gutierrez Oliveira
Última atualização: 01 setembro 2001 |